A obesidade infantil tem crescido
muito no Brasil nas ultimas duas décadas.Essa pode estar relacionadas a fatores
hereditário, mas também ao maus hábitos alimentares e ao sedentarismo. As crianças
com sobrepeso são em regra gerais muito envergonhadas com o seu corpo. As
crianças têm dificuldades para combater esses problemas porque em geral alem de
terem vergonha de seu corpo também têm vergonha de realizar atividades físicas na
frente de outras crianças. A
prática de exercícios físicos aliada à alimentação equilibrada são regras
fundamentais para todas as crianças. Uma alimentação mais saudável e a prática
de atividades físicas podem ser favorecidas através de pequenas mudanças nos
hábitos das crianças. Por enfrentarem várias complicações decorrentes da vida
moderna, é essencial que os pais proporcionem aos filhos uma dieta equilibrada
e atividades físicas. Bons hábitos alimentares podem ser aprendidos desde cedo,
permitindo que a criança conheça desde os seis meses a maior variedade de
sabores possível. A criança aprende pelo modelo dos pais, por isso, quando os
veem se exercitando, tal atitude serve de estímulo para que ela aprenda desde
cedo a adquirir hábitos saudáveis. Quando os pais são sedentários, os filhos
provavelmente o serão, e futuramente podem desenvolver doenças como
hipertensão, diabetes e problemas cardíacos. Fugir da atração da TV e dos
computadores e adotar brincadeiras que requerem movimentação, como
esconde-esconde, pega-pega e amarelinha é um hábito saudável que pode ser
estimulado pelos pais. Quanto à prática de alguma atividade física, essa
precisa ser bem orientada, para que o exercício seja adequado à faixa etária.
Outro aspecto importante é considerar a preferência da criança, assim ela
desfruta mais dos benefícios do exercício, que, além de físicos, propicia
também o convívio com o outro e o aprendizado de regras.
Os
descobrir cada vez mais fatos sobre os nutrientes necessários para manter um
corpo cientistas estão a saudável, e recentemente foi descoberto que a Vitamina
D é responsável por várias funções essenciais: ela é utilizada no metabolismo
do cálcio e em vários outros processos essenciais. Este fato indica que o vasto
número de pessoas com déficit em Vitamina D deve tomar mais precauções, de
acordo com uma investigação publicada em Maio do ano passado no ''Journal of
Adolescent Health'', que identificou nos adolescentes obesos um défice muito
acentuado desta vitamina.Este estudo foi desenvolvido em
Providence, RI no Hasbro Children’s Medical Center e analisou os níveis
sanguíneos de 68 adolescentes considerados obesos, e concluiu que 72% das
raparigas revelavam níveis abaixo do normal de Vitamina D, sendo que 28% revelavam
níveis insuficientes. Entre os rapazes 91% revelaram níveis reduzidos de
Vitamina D, 69% destes apresentavam défice e 23% insuficiência.De acordo com o pediatra Zeev Harel, o mentor do estudo,
associação entre os baixos níveis de Vitamina D e a obesidade pode ser
indireta, e pode relacionar-se com o facto de estes adolescentes passarem menos
tempo fora de casa do que os adolescentes mais magros, estando por isso menos
expostos ao sol. Além disso, é possível que estes indivíduos apresentem um
défice desta vitamina simplesmente porque as suas dietas não a contêm em
quantidade suficiente. De acordo com outros estudos que descobriram associações
semelhantes entre a vitamina e a obesidade, o défice pode ser provocado pelo
armazenamento da vitamina nos tecidos gordos.
Este
estudo, realizado na Hasbro Children, revelou ainda que é muito difícil
corrigir este tipo de problema, uma informação que é algo perturbadora. Embora
2/3 dos pacientes tenham sido submetidos a novas medições depois do tratamento,
apenas 1/4 destes voltou a atingir níveis normais, Os outros pacientes nunca
conseguiram atingir níveis normais de Vitamina D, mesmo depois de receberem
vários tratamentos.
De acordo com o Dr. Harel, este
estudo demonstra que a prevalência de níveis baixos de Vitamina D em
adolescentes obesos é ainda maior do que a esperada. Além disso, é preocupante
que apenas 28% destes adolescentes possam vir a atingir quantidades normais de
Vitamina D recorrendo a tratamentos com a dose de vitamina recomendada, e que
os outros 72% possam nunca vir a atingir níveis normais com mais do que um
tratamento.
Vitaminas essenciais a níveis
abaixo do recomendado aumentam os riscos para a saúde do indivíduo. Têm sido
estabelecidas relações entre níveis saudáveis de Vitamina D e a prevenção do
cancro, de doenças cardíacas e de distúrbios no sistema imunitário, bem como de
outras doenças. A vitamina ajuda a aumentar a eficiência do sistema imunitário
contra infecções. Os adolescentes com níveis baixos de Vitamina D apresentam
ainda alguns problemas de saúde.
Um
estudo já publicado acompanhou várias crianças até à idade adulta, e descreve
que as crianças mais obesas têm duas vezes mais hipóteses de morrer
prematuramente, antes de atingirem os 55 anos de idade.
Os jovens adultos com
pré-diabetes apresentam o dobro do risco de morrer enquanto são novos. O mesmo
acontece com aqueles que apresentam uma tensão arterial elevada. No entanto, a
obesidade foi um dos fatores que se correlacionou de forma mais forte com a
morte prematura.
O New England Journal Of Medicine publicou um estudo que revelou dados
sobre tribos Índias com taxas elevadas de diabetes Tipo 2 e obesidade quando
essa situação ainda não era a norma no país. Este foi um dos maiores estudos
publicados a acompanhar crianças durante décadas e envolvendo informações
relacionadas com o peso e fatores de saúde, como níveis de colesterol elevado.
As sugestões levantadas neste
estudo explicam que as crianças obesas podem estar expostas a riscos de saúde
muito sérios e que as acompanham ao longo da vida. A obesidade infantil acciona
vários problemas de saúde que afetam a esperança de vida do individuo.
Quase uma em cada três crianças
americanas apresenta excesso de peso. Esta é a razão pela qual Michelle Obama,
a Primeira-dama, deu início a uma campanha contra a obesidade infantil.
O estudo realizado com crianças
Índias reuniu dados oriundos de mais de 5000 crianças sem diabetes, nascidas
entre 1945 e 1984. Ao aproximarem-se dos 11 anos de idade os seus índices de
massa corporal, níveis de glucose, pressão arterial e colesterol foram medidos.
Em 2003 mais de 500 destas crianças haviam morrido. Mais de 160 haviam morrido
em consequência de doenças como a diabetes, o cancro, overdoses ou doenças cardiovasculares.
Os adultos com índices de massa corporal elevada enquanto crianças apresentavam
duas vezes mais hipóteses de morrer prematuramente. Aqueles com níveis de
glucose acima de 70% encontravam-se em maior risco de morrer prematuramente.
Edward W. Gregg, membro do ramo
da diabetes no Centers For Diabetes Control And Prevention afirma que “estes
dados apontam responsabilidades à pré-diabetes que nunca antes haviam sido
identificadas “. Os estudos médicos indicam que a pré-diabetes entre adultos
encerra desfechos adversos para a saúde. Esta relação ainda não foi clarificada
para as crianças. Já existem alguns estudos a longo prazo que abordam condições
como a pré-diabetes em crianças, acompanhando-as no percurso até à idade
adulta.
Este estudo concluiu que a tensão
arterial elevada nas crianças era um fraco previsor para a morte prematura e
que os níveis elevados de colesterol não se encontravam relacionados com uma
morte prematura. No entanto, há quem sugira que estes fatores são facilmente
controláveis pela medicina.
Embora a população Índia não seja
representativa do resto da população americana, este estudo ensina-nos algo.
Por norma, este grupo étnico tem estado algumas décadas avançado em relação ao
resto do país no que toca à obesidade.
Basicamente, a mensagem que pode
ser retirada deste tipo de estudos é que todas as crianças obesas devem ser
monitorizadas com regularidade. Mesmo que os sinais vitais pareçam normais,
alguns problemas perigosos surgem e desenvolvem-se com extrema rapidez.
É vital assumir uma atitude ativa
na luta contra a obesidade infantil.
Todas as crianças devem praticar exercício físico com regularidade. Esta
geração de crianças tende a ser preguiçosa e a preferir aparelhos eletrônicos à
atividade física. A dieta também ocupa um papel fundamental. Uma dieta
equilibrada começa em casa. Os pais devem fazer o esforço consciente de comer e
servir alimentos mais saudáveis aos seus filhos. Nunca é tarde de mais para
adotar um estilo de vida saudável. Não é necessariamente importante estar
preocupado com os números na balança. É muito mais importante monitorizar o
interior do corpo. É necessário verificar os níveis de açúcar e de colesterol,
e mantê-los a normais. Não é difícil combater a obesidade infantil, só é
necessária alguma determinação.


